domingo, 21 de dezembro de 2014

Porque a Segurança Financeira?

Segurança financeira imediata = seguro de vida




O Seguro de Vida é um dos produtos financeiros mais importantes que existem para garantir a estabilidade e Segurança Financeira Imediata de uma pessoa ou de uma família, mas, que obviamente, ninguém quer usar. Isso é fácil de entender, pois, para utilizá-lo é preciso falecer ou ficar inválido e isso ninguém espera que ocorra, mas conforme diz um ditado popular "basta estar vivo para que algo ou qualquer coisa aconteça".

O conceito do seguro é antigo, mas, muito simples de ser entendido e remonta do período das grandes navegações pelos mares Egeu e Mediterrâneo, onde os navegadores faziam um acordo que garantia em caso de perda de um navio, a construção de outro que era pago pelos participantes dessa viagem e se não houvesse qualquer ocorrência, esse dinheiro era devidamente devolvido.

É uma ferramenta de proteção patrimonial e individual que lhe resguarda de situações imprevistas e desagradáveis, embora sejam lembradas apenas em momentos críticos e de alto grau de stress, gerando a necessidade de nos planejar/provisionar antes que aconteçam.

Para que você entenda melhor a importância desse planejamento antes de um incidente, é como tentar segurar um carro já batido com o objetivo de receber o seguro contra esse dano ou como tentar contratar um seguro saúde enquanto está preso a uma cama na Unidade de Tratamento Intensiva ou mais conhecida como UTI. Por essa razão, está mais do que clara a necessidade de antecipar a contratação do seguro, antes do evento. Se você quiser dinheiro é preciso plantar (investir) dinheiro, se quiser tempo é preciso dedicar um pouco de tempo para o que precisa e se quiser Segurança Financeira Imediata é preciso empenhar-se para obtê-la através da manutenção de uma mensalidade que lhe proporcionará a devida cobertura. O correto seria não esperar os dentes ficarem totalmente brancos para ir ao dentista ou emagrecer e ficar com o abdômen "sarado” para ingressar numa academia, ou seja, esse mesmo raciocínio de esperar acontecer para ir atrás vale também para o Seguro de Vida.

O Seguro de Vida existe justamente para cobrir um fato certo com data incerta. Cá entre nós, ainda bem que é incerta, pois, se soubéssemos a data de nossa validade, ficaríamos, com certeza, apavorados ao olhar para um relógio de parede sabendo que a vida está passando a cada segundo e que a hora de partir dessa para outra está por vir. Porém, não adianta a família pensar nesse assunto só quando ele acontece, mas sim, de forma madura, preparando-se antes que os infortúnios ocorram.

É preciso destinar dinheiro para essa proteção, que apesar de ser um pequeno valor mensal, poderá proporcionar um recurso imediato considerável a você ou sua família, até que possuam um estoque financeiro suficiente, através da acumulação de recursos próprios para se sentirem mais seguros trazendo tranquilidade a todos.

Pare e pense: Quanto tempo uma pessoa de até 35 anos levaria para acumular R$201.320,00 de indenização pagando uma mensalidade de R$ 200?

Algo em torno de 30 anos, se esse mesmo dinheiro fosse aplicado na Caderneta de Poupança, ou seja, seria esse o tempo necessário para acumular o montante que pode estar "disponível" em caso de sinistro, a partir da primeira mensalidade efetivamente paga. Em resumo, isso é o que chamamos de Segurança Financeira Imediata, pois, ele é um benefício que pode ser utilizado em caso da perda do principal provedor de renda da família ou em situação de invalidez do próprio segurado após a constatação do fato. Tudo isso para que as pessoas que dependiam financeiramente do segurado possam se estabelecer por um período até que consigam andar com suas próprias pernas, mas que também possam custear os estudos dos filhos e principalmente manter o padrão de vida por um determinado tempo, após a perda desse ente querido.

Para aqueles que pensam “Seguro de Vida é necessário para toda a vida” a boa notícia é que Não, pois ele será útil, somente até você acumular o estoque necessário para lhe garantir essa Segurança Financeira Imediata. Isso significa então, que para muitos, pode ser a única oportunidade na vida que terão de acumular essa poupança automática com data de utilização felizmente incerta.

Educação Financeira

Fim de ano é hora de pensar em sua educação financeira

Educação Financeira nas escolas
Por meses venho falando sobre como a educação financeira muda a vida das escolas e alunos, contudo, no fim do ano, não tem como não levar para o lado pessoal e falar de como ajustar as finanças para que o ano de 2015 seja realmente próspero e, principalmente, para que não se endivide neste fim de ano.
Isso porque este é um período de ganhos extras, mas, principalmente de muitos gastos, como comemorações, presentes, viagens e despesas do ano novo – IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, entre outras. Por isso, esse é o período ideal para promover uma “faxina” financeira no orçamento, com o objetivo de diagnosticar a atual situação das contas.
Portanto, antes de ir compulsivamente às compras de fim de ano, faça um diagnóstico da sua situação financeira. Relacione todas as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento dos seus ganhos com as dívidas. Investigue para onde está indo cada centavo dos seus ganhos. Só assim, conseguirá saber quais são os gastos supérfluos que podem ser eliminados.
Verifique em qual característica se encontra nesse fim de ano, se está endividado/inadimplente, equilibrado ou se já é investidor. Dependendo de qual for sua situação, uma postura diferente deve ser tomada nesse fim de ano.
Se está endividado, quer dizer que já tem mais despesas do que seu bolso suporta. Certifique-se de que, mesmo estando no azul, vai conseguir pagar as compras que pretende fazer nesse final de ano, inclusive contando com as parcelas que se arrastarão pelo ano seguinte, somando-se aos gastos extras com impostos e escola, por exemplo.
Faça escolhas que estejam dentro do seu padrão de vida. Se as condições não permitem, procure outras opções igualmente prazerosas e de menor valor. O ideal é não se endividar com compras e viagens de final de ano. Pesquise os melhores preços de presentes e itens da ceia e das festas e experimente estipular um valor máximo a gastar com cada item, lembrando-se de pedir desconto, sempre.
Felizmente, nem todos estão endividados. Quem está numa situação mais confortável, de equilíbrio financeiro, mas ainda não tem o hábito de poupar, também alerto que deve ter muito cuidado, pois, esse período é muito propício a deslizes que levam ao endividamento. Acredite, sua situação não é de estabilidade, mas sim de problemas eminentes. Assim, aproveite o período para se planejar, estabelecer sonhos e iniciar uma reserva, mantendo essa prática durante todo o ano de 2015.
Para quem já tem perfil investidor, com os ganhos extras do período, pode se ter uma ótima oportunidade para incrementar o investimento. Metade pode ser destinado para alguma aplicação que a pessoa já possua e os outros 50% podem servir para planejar um salto em direção à sua independência financeira, investindo, por exemplo, em previdência privada.
Lembre-se: fim de ano também é tempo de fazer planos para o futuro. Aproveite para reunir a família, inclusive as crianças, para conversar sobre o que querem realizar nos próximos anos. Definam três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos a serem realizados – curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo (acima de dez anos). Esse será um fator de motivação para ajustar e conduzir o orçamento familiar.
.